Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Exílio


É isso que sinto no momento, nem precisei escrever meu próprio poema...


UMA CANÇÃO
Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.

Minha terra tem relógios,
Cada qual com sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?

Mas onde a palavra "onde"?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio!

Mario Quintana


Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

umcavaleiroumcavaloumjumentoumescudeiro


Séculos depois, passeando por SP...estou apaixonada!!!

Pablo Picasso: Dom Quixote


Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Fernanda

Não publico os meus, mas sim os dela.


Ouço passos...
Mas, não posso ver
Quem está ai?
Sei que o conheço
Mas ainda não consigo ver
Quem está ai?
Sua mão quente toca minha pele fria
Dou um salto!
suspiro...
Só vejo uma sombra
Ele não tem identidade

(Fernanda T. M.)

Sábado, 31 de Março de 2012

Lua

Sempre tentando...

                                                                                                   (foto por Ju T)

Ouvindo: Lovesong - The Cure

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Mal do século

Dormir tarde seria o Mal do nosso século?


(foto por: Ju T e Fe T)

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

Descobrindo Adélia Prado

Anunciação ao Poeta

Ave, ávido.
Ave, fome incansável e boca enorme,
come.
Da parte do Altíssimo te concedo
que não descansarás e tudo te ferirá de morte:
o lixo, a catedral e a forma das mãos.
Ave, cheio de dor.

(Adélia Prado)


Lindo...

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Entendi

Toalha
molhada
o mesmo
que nada.

(Ju T)

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma poesia
tinha uma poesia no meio do caminho
tinha uma poesia

Nunca me esquecerei desse acontecimento
chocante!

Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Álvares de Azevedo

Depois de tanto tempo ainda sou apaixonada por ele! É amor, só pode ser amor! Álvares!
Obrigada pela companhia.

Soneto

Já da morte o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade,

Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!



Álvares de Azevedo